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quarta-feira, 16 de março de 2011

UMAS POUCAS PALAVRAS

O que dizer num momento como este? Nada do que eu escreva expressará minha preocupação, solidariedade e também admiração pelo modo como os nossos irmãos japoneses têm enfrentado esta tragédia. Mas, quis compartilhar com você um depoimento que me tocou profundamente...

Ontem pela manhã liguei a TV para ter notícias sobre o Japão e peguei um trecho do depoimento da brasileira Edinéia Kobayashi, residente em Tichigi Kem/Oyama Shi há 16 anos (Mais Você, Globo).

Fiquei comovida com seu relato, em especial quando ela afirmou que não pretende retornar ao Brasil, porque escolheu o Japão como seu país, pois lá sim pode-se educar um filho: "o modo que aqui, o país cria os seus filhos, forma gente assim respeitável, educada, compensa para quem tem filho viver aqui no país porque a criação infelizmente é diferente daí do Brasil".

Segundo ela, até mesmo saques, se vierem a acontecer, serão por iniciativa de estrangeiros, porque mesmo em estado de necessidade, a educação, a cultura local, os princípios e valores dos japoneses impedem-nos de ultrapassar "o limite do outro"...

(Confesso que gostaria, mas não tenho como discordar... Até porque, aqui mesmo, no meu microcosmo de condomínio de 3 casas testemunho cada situação, que não é digna sequer de ser comentada. E olhe que ninguém está em estado de necessidade - graças a Deus.)

Ao final, perguntada se tinha alguma mensagem para sua família no Brasil, Edinéia preferiu dirigir-se à "família do mundo", lembrando-nos de não viver o amanhã porque o que realmente importa é o presente, é a vida porque, numa hora como esta que estão vivendo, não interessa o que e o quanto se tem. "Nesse momento ele (o dinheiro) não serve pra nada, a vida acima de tudo!"

Que possamos ao menos aprender algo com toda esta tragédia.
Falar mais o que, não é?!
Fé, Paz, Coragem e Serenidade para todos nós. Beijo grande.

domingo, 3 de outubro de 2010

DESABAFO

Meu nome hoje é contradição, pois estou transitando entre a revolta e a esperança (pouca, bem pouca, confesso).

Quando comecei este blog, disse logo que não queria rotulá-lo. Ele não é de scrap ou qualquer outra especificidade. Meu intuito sempre foi fazer dele um instrumento de expressão. Mas, o que acaba acontecendo é que quando estou "com o juízo apertado" acabo poupando quem vem aqui, a não ser que seja uma questão de interesse mais coletivo.

Este fim de semana, em especial, já tinha 2 posts divertidos e cheios de alegria, porque foi assim que acordei 6ª e sábado: muito feliz, por uma infinidade de motivos e, ao mesmo tempo, porque não havia motivo para ser diferente!

Só que ontem, quando íamos almoçar com uns amigos, recebemos a notícia do assassinato de um colega do meu Marido. Todo dia vemos inúmeras notícias que nos levam a refletir sobre a violência e sobre como ela impacta nossas vidas. Mas, é inegável que quando algo acontece com uma pessoa conhecida, é como se "ela" – a violência, tivesse chegado mais perto e nos alcançasse concretamente.

De tantas notícias que assistimos, a violência hoje é quase banalizada e procuro me fortalecer para não me tornar mais refém do que efetivamente somos desta situação absurda que aprisiona nossa sociedade. (Preocupo-me com meu filho adolescente, mas não quero que meu cuidado se transforme em neurose a ponto de impedi-lo de viver, por exemplo. Mas é um trabalho árduo...)

É muito cruel saber que alguém (conhecido ou não) acordou numa manhã de sábado com sua família em pânico porque sua casa estava sendo invadida. Que metralharam a casa tentando entrar e foram embora por falta de munição. Que a pessoa ficou de 10 a 20min tentando ligar para a polícia e não conseguiu pedir socorro. Que após enconder dois filhos de 6 e 8 anos, esposa e mãe (que estava visitando-os), este homem foi atingido por uma bala na cabeça e, enquanto agonizava, tentou mais uma vez pedir ajuda, sem conseguir.

Pensar que estes cerca de 15min poderiam ter mudado a vida de uma família que agora encontra-se num avião de volta a sua terra natal e não pode sequer velar aqui o corpo do seu ente querido, por medo. Uma família que não voltou à casa sequer para pegar seus pertences, com medo de serem mortos. Tudo porque este homem, de pouco mais de 40 anos, denunciou à polícia um tiroteio que acontecera próximo a sua casa.

Não quero me estender, porque não tenho propósito jornalístico, aliás, meu único propósito é desabafar e refletir "em voz alta". Mas, não há como deixar de pensar "que país é este", que mundo é este?

Hoje nosso país sai às urnas e, confesso, nunca estive tão sem esperanças (logo eu que comecei a votar com 16 anos e fui mesária por vontade própria em umas 10 eleições +-). Há grande possibilidade que a eleição no meu estado e em nosso país seja definida no 1º turno, o que significa que o pouco caso, a incompetência, práticas imorais e a improbidade administrativa provavelmente terão continuidade. No caso do nosso estado, dá pena e revolta de ver o lixo e a violência tomando conta e a omissão das administrações municipal e estadual... (há alguns anos, não imaginei que pudesse ficar pior do que estava...).

Agora há pouco, ouvi por acaso no Globo Esporte uma reportagem sobre um adolescente da Vila Cruzeiro, no Rio, que deixou o narcotráfico há cerca de 1 mês acolhido por um programa da iniciativa privada que utiliza o esporte para resgatar crianças e adolescentes, e também incentivado por Madona. E foi por isso, e não pela possibilidade de renovação política, que me senti tocada por um fio de esperança...

Não estou muito boa para escrever hoje, as palavras estão fugindo... Vou terminar por aqui.

Agradeço sua atenção e peço que ore por esta (e tantas outras famílias) para que encontrem conforto e forças para seguir em frente.

"Deus, dai-me a serenidade para aceitar as coisas que eu não posso mudar, coragem para mudar as coisas que eu posso e sabedoria para que eu saiba a diferença"

Um beijo grande e que a esperança prevaleça sobre a revolta e o desespero...

sexta-feira, 9 de abril de 2010

DESABAFO...

Ah, gente, estava assistindo o Jornal Hoje e vendo as cenas de resgate no deslizamento que houve na noite passada em Niterói-RJ. Estou desolada...

Quanto sofrimento, desespero - e ao mesmo tempo, quanta solidariedade.

Sempre que chove forte, agradeço muito a Deus por estar protegida, mas oro muito pelas pessoas que não têm o mesmo privilégio. Sinto-me impotente até mesmo quanto ao que pedir a Deus. Tenho tanta Fé, que não sei exatamente o que pedir, já que ele, como Pai Onipotente, tudo vê e tudo pode. Só me resta recorrer à Oração da Serenidade.

Tem que haver uma razão para tudo isto mas, diante do inexplicável, do que não tenho entendimento, só me resta refletir, lá no meu íntimo, o que pode ser feito a respeito para evitar que manifestações da natureza transformem-se em tragédias e calamidades públicas desta proporção.

Neste caso, chama atenção que o deslizamento deu-se numa área aterrada sobre um lixão. Não quero aqui questionar ordenamento urbano nem outras questões pertinentes, nem atribuir responsabilidade a ninguém.

Quero simplesmente lembrar que podemos contribuir para a redução de todo este lixo diariamente lançado sobre o lugar onde vivemos. Porque somos responsáveis por cada escolha que fazemos dia-a-dia e tudo tem um preço.

Desculpem o desabafo.

Deixo aqui minha solidariedade aos cariocas e meu desejo de que quando a chuva beijar a Mãe Terra, seja sempre para gerar bons frutos, como estes:

Foto tirada hoje, com o coração apertado,

mas cheio de esperança de que, um dia,

a humanidade possa reconciliar-se com a Mãe Natureza...

Beijos e obrigada por sua atenção.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

INDIGNAÇÃO!

Permitam um desabafo. Quero deixar aqui registrada minha indignação por tudo que tenho acompanhado nos noticiários.
1. A cara de pau do presidente (com letra minúscula, sim!) do nosso país, que teve a audácia de afirmar em entrevista à Folha de São Paulo que "se Jesus Cristo viesse para cá, e Judas tivesse a votação num partido qualquer, Jesus teria de chamar Judas para fazer coalizão".
2. A "atuação" dos policiais flagrados na cena do crime cometido contra sr. Evandro João da Silva, coordenador do AFROREGGAE. Não vou me estender em comentários, pois o fato está sob investigação e seria leviandade da minha parte acusar quem quer que seja.
São apenas 2 exemplos da falta de vergonha e de respeito que testemunhamos dia-a-dia.
Obrigada pela atenção. Beijos e que venha a PAZ e o respeito por nossas vidas!